Dicas                                 

Motor

Correias: a correia dentada tem uma vida útil no gt de 100.000 km mas, caso o carro tenha mais de 4 anos de uso e, mesmo não tendo atingido esta quilometragem, é recomendável fazer um check-up. Qualquer indício de visualização de ressequido ou fissuras, não deixe de trocá-la. Se a correia partir vai trazer sérios danos ao motor isto se o mesmo continuar em funcionamento.

As correias do alternador e direcção hidráulica poderão ser analisadas por você mesmo. Reparar se elas estão a começar a soltar pedaços de borracha lateralmente, ou a ficar com uma cor de desgastada e, possivelmente, ressequidas ou fissuradas. Por se tratar de uma manutenção mais em conta, vale a pena fazer a troca das mesmas antes do período estipulado de 40.000 km.

Arrefecimento:  Faça uma boa limpeza no sistema e, quando for necessário, complete com a mesma mistura água/aditivo (50% de cada sendo de  utilizar também um aditivo de boa procedência) a água irá manter-se sempre limpa. Caso o veículo não enfrente constantemente, estradas de terra, o intervalo de dois anos será ideal para a drenagem do sistema.

Caso o nível do reservatório do radiador venha baixar constantemente, será um sinal de alguma rotura no sistema de arrefecimento (ou até mesmo na bomba d'água). Providencie a reparação o quanto antes.

Esteja sempre atento ao manómetro de temperatura do motor, apesar de não ser muito fiável sempre dá uma ideia... Caso a ventoinha não ligue no tempo certo, o motor poderá literalmente "ferver" . Se isto acontecer, é parar o carro, desliguar o motor e cuidado não abra em hipótese alguma a tampa do reservatório.  Ao retirar a tampa, havendo pressão no sistema, a água (extremamente quente) poderá  causar sérias queimaduras. Espere até arrefecer. (Em frio o reservatorio de topo deverá estar sempre cheio, adianto que é nesse reservatório que se faz o sangramento do sistema.

Óleo: trocar, no máximo, a cada 12.500 km  ou após 6 meses (prazo que vier a ocorrer primeiro). Uilize lubrificantes sintéticos  5W40, aconselho o Motul serie 300v, as caracteristicas deste oleo aguenta bem as altas temperaturas existentes no nosso bloco. Se por ventura o veículo vier a ser utilizado em condições muito severas ( tráfego urbano, onde a marcha lenta é mantida por longos períodos, ou uso constante em estradas de terra), é aconselhável efectuar a troca antes deste intervalo devido às exigências impostas ao motor. No meu caso mudo aos 7500km.Evitem acrescentar e rodar com óleo usado no motor. Um lubrificante muito velho poderá entupir o "sistema" .

O nível do óleo deverá ser verificado uma vez por semana em frio.  O nível não deverá estar abaixo da marcação "mínimo" e nem acima do "máximo" indicado na vareta. A falta de óleo acarretará uma má lubrificação do motor e o excesso fará com que as velas por exemplo fiquem encharcadas, ocasionando falhas em determinado(s) cilindro(s).

Antes de efectuarem a troca, esperem até que o motor atinja sua temperatura normal. Assim, o óleo irá escoar mais facilmente e impedir que resíduos se misturem ao novo lubrificante. Também não é recomendável, caso haja necessidade, completar o nível com outro tipo ou marca de lubrificante.

Não deixem de trocar a anilha de vedação do bujão , caso estejam a fazer a troca de óleo pelo sistema a vácuo, isto não será necessário, pois o lubrificante será retirado através de sucção e, com isso, o bujão não será removido do local. Se o bujão (parafuso) também estiver danificado, não hesitem em trocá-lo. Assim,  evitam danos na rosca do cárter.

Filtro de óleo: deve ser substituído a cada troca de óleo do motor. O óleo velho, contido no filtro, acabará por se misturar com o novo. Fique atento a possíveis vazamentos onde o filtro será encaixado, pois alguns podem conter deformações (amassados) que ocasionarão a perda do lubrificante. Assim que o motor entrar em funcionamento, a luz indicadora de óleo do painel deverá apagar em seguida. Caso ela venha a se manter acesa, o filtro estará com problemas e, em hipótese alguma, rode com o carro nestas condições.

Filtros de ar e combustível: em relação a estes filtros, trocá-los a cada 40.000 km ou antes...  o risco que se corre com combustíveis de má procedência é muito grande e um simples entupimento do filtro (de combustível) fará com que o motor comece a apresentar falhas ou, pior ainda: pare de funcionar.

Não é aconselhável deixar o tanque de combustível com menos de 1/4 de sua capacidade. Com isso, evita-se que a bomba de combustível sugue o lixo do fundo reduzindo a vida útil tanto da bomba como do filtro.

Consumo: está relacionado directamente a alguns factores, tais como: desgaste do veículo, forma de condução, correcta regulação do motor, calibragem dos pneus, carga, fluxo e diversificação de estrdas percorridas e o principal: a qualidade do combustível. A maneira mais indicada para calcularem o consumo é a seguinte: encher o tanque num posto de confiança, até que a bomba trave no automático (não é aconselhável encher até a "boca") e, preferencialmente, com o carro estacionado num local plano. Ponha a zeros o hodômetro digital, ou anote a quilometragem. Ao reabastecer, complete o tanque (novamente até o automático) e divida a quilometragem percorrida pela quantidade de litros. Assim, você obterá o consumo em quilómetros por litro.

 

Lavagem do motor: não é aconselhável, principalmente em veículos equipados como o nosso com injecção electrónica. Alguns sensores, sendo expostos à humidade, poderão provocar falhas intermitentes. Só façam a lavagem em último caso, ou seja, caso tenha andado por estradas de terra e, mesmo assim, o motor, obrigatoriamente, não poderá estar quente (ou corre-se o risco de se causar um choque térmico e, consequentemente, fissuras. Tenham um pouco de paciência e façam a limpeza com um pano humedecido e um pincel, existe o metodo de w40 e compressor ao lado..... Só ponham água em locais que não tenham contacto com partes eléctricas.

Caixa e embraiagem

A meu ver o nível do óleo da caixa deverá ser verificado a cada 25.000 km. Na maioria dos carros a troca é desnecessária. Para se ter certeza disso, consultem o Manual. Mas não custa nada, quando forem trocar o óleo do motor, dar uma olhadela no nível.

Evitem arranhar durante as trocas de mudanças. Ao fazerem isso, poderão danificar os anéis sincronizados e assim partir engrenagens. Não usem o pedal da embraiagem como apoio para o pé; a vida útil será comprometida.

Estando  o carro parado numa subida, utilizem o travão de mão. Muitas pessoas costumam "segurar" “ponto de embraiagem”  na embraiagem e no acelerador, aumentando o consumo de combustível e gastando os componentes da embraiagem.

Travoes

Neste item, as manutenções necessárias serão feitas dependendo-se da forma como o carro é utilizado. Procurem não travar bruscamente e os componentes (pastilhas, etc.) irão durar muito mais tempo,  Portanto, não há um período indicado tudo dependerá do condutor. Verifiquem os discos de travão em cada muda de pastilhas , nao custa nada e apercebem-se do estado dos mesmos.

Façam uma revisão de rotina a cada 10.000 km e substituam o óleo de travoes  em cada ano. Com o tempo, o mesmo tende a perder suas propriedades. Outro detalhe: evitem ao máximo  abrirem muits vezes o reservatório do fluido para verificar o nível, é que  o contacto com o ar faz com que ele estrague mais rapidamente. Se houver necessidade de completar, utilizem apenas  o mesmo tipo de fluído.

Nem sempre os barulhos (chiadeiras) indicam problemas mas, se o barulho persistir, é bom fazer um check-up. Na eventualidade das pastilhas estarem completamente gastas ("no ferro"), a segurança do veículo estará totalmente comprometida.

Outro problema comum é quando o pedal começa a abaixar. O mais provável será algum vazamento de fluído nas "bombas" ou, então, a presença de ar no sistema. Neste último caso, basta fazer um sangramento.

Suspensão

Fazer um check-up completo (amortecedores, molas,  pivôs, terminais, barra estabilizadora,  rolamento das rodas etc.) sempre que for efectuar o alinhamento. Caso o veículo venha a andar constantemente por estradas deficitárias, será um dos componentes mais exigidos do veículo. Evite usar peças reconstruidas, o barato às vezes sai caro!

Os amortecedores tem uma vida útil, em média, de 30.000 km segundo os fabricantes mas, é claro, esta quilometragem poderá ser estendida ou diminuída (tudo dependerá de como o veículo é utilizado). Eles podem ser testados da seguinte maneira: pressione para baixo as partes dianteiras e traseiras; esquerda e direita). Caso o carro balance apenas uma vez, é sinal de que os amortecedores estão a funcionar de modo correcto. Agora, caso o veículo persista em balançar diversas vezes, é sinal de que os mesmos estejam a necessitar de serem substituídos. Muito importante: obrigatoriamente deve-se substituir os amortecedores aos pares (dianteiro ou traseiro) e jamais apenas uma peça. Mesmo que o mecânico insista, dizendo que o outro se encontra em perfeito estado, não autorizem isso, queira ou não, ao trocar apenas um amortecedor, o outro terá menos eficiência e a estabilidade “equilibrio” do carro ficará comprometido.

As molas, deveriam ser substituídas a cada duas trocas de amortecedores, mas.... Uma maneira para saber o estado das mesmas é verificar se não existem elos encostados ou mesmo algum indício de marcações de contacto entre os elos. Caso haja, quer dizer que elas já estão "sem força" e necessitam de ser trocadas. Vale o mesmo procedimento que os amortecedores: somente se substitui o par e, nunca, uma única mola.

Alinhamento: pode ser verificado uma vez por ano, quando se sentir alguma vibração na direcção ou quando o carro começar a puxar para um dos lados. As rodas deverão ser calibradas sempre que se trocar algum pneu. Quando acontecer um furo, peça para se marcar a posição do pneu na roda para que o balanceamento não seja afectado (na hipótese do mesmo ter sido feito localmente, ou seja, com as rodas instaladas no veículo).

Pneus: aparentemente, muitas pessoas costumam trocá-los somente quando os mesmos começam a ficar "carecas". Mas um pneu tem vida útil de cinco anos. Após esse período, começam a ficar ressequidos e, com isso, a abrir fissuras....

Verifique a profundidade do sulco.  Estando abaixo do permitido por lei corre-se grandes riscos de derrapagens e aquaplanagens. O momento ideal para a troca é quando a marca de desgaste, um triângulo ou as letras TWI impressas na telas laterais são atingidas.

Ao efectuar a troca, dê preferência para as medidas indicadas pelo fabricante, caso nao o façam correm o risco de multa e anotacao na ipo, alem da obrigação de porem as medidas originais. Alguns tipos de rodas e pneus, apesar de darem uma aparência agradável podem alterar o comportamento da direcção. A velocidade indicada no velocímetro também poderá ser enganosa e diferente da velocidade real.

A pressão dos pneus deverá ser feita com os pneus frios. Utilizem a pressão indicada, se para track day aumentem umas duas libras.... Ao viajarem com o carro carregado, verifiquem a pressão (que será maior) do que a recomendada. A pressão dos pneus errada provoca desgastes irregulares nas bandas de rodagem, diminuindo a vida do pneu. Se a pressão for insuficiente, o pneu terá um desgaste nas bordas; se for excessiva, o desgaste será maior no centro.  O uso da tampinha de válvulas é fundamental para evitar que o bico receba impurezas.

Escape

Esta peça (ou conjunto) tende a se gastar facilmente, principalmente nos carros que costumam ficar muito tempo parados ou que rodam pequenos percursos. Ao trocar-se algum componente do escape, deêm preferência ás peças inox ou galvanizadas. O custo será um pouco mais elevado mas, em compensação, a vida útil será bem maior. 

Sempre que possível, verifiquem os fixadores e abraçadeiras.

Conservação

Não lavem o carro estando o mesmo exposto ao sol. Utilizem somente sabão (ou shampoo) neutro. Comecem a limpeza pelas partes superiores (tecto, capô e porta-bagagens) e depois passem às partes inferiores (laterais, pneus etc.).

Nos pneus, cuidado para não passar aqueles liquidos pretinhos baratos. Qualquer produto à base de petróleo acabará afectando a durabilidade do mesmo. Deêm preferência a produtos conhecidos ou, então, utilizem um gel de boa qualidade.

Polimento: depende muito de como e quanto o veículo é utilizado diariamente, mas a cada seis meses (desde que o carro não fique exposto ao sol constantemente) será um bom intervalo. Evitem utilizar materiais muito abrasivos e aqueles que prometem milagres. Estando a pintura em bom estado, uma cera comum será o suficiente.

Não lubrifiquem o chassi do carro com óleos do tipo "parafina'', pois o mesmo vai ressequir as borrachas e acumula poeira. Se acharem necessário, uma dica será (após a lavagem) pulverizar com óleos do tipo W-40. Assim, o carro estará protegido contra a corrosão.

Importante

Ao ligar o carro, desligue todos os equipamentos eléctricos (rádio, farol etc.). Assim evita-se uma sobrecarga da bateria, prolongando sua vida útil e não terão imprevistos indesejáveis.

Após o carro ficar parado por um longo período, não fiquem a acelerar para que o mesmo aqueça mais rapidamente. Dependendo do óleo utilizado, o mesmo não terá lubrificado todo o motor, ocasionando desgastes prematuros nas peças não lubrificadas. Após ligá-lo, espere uns 30 segundos e saia normalmente.

Limpa pára-brisas: verifique se o reservatório de água está cheio. Não deixem de reparar no estado das escovas. Estando ressequidas, a visibilidade do veículo será comprometida. O prazo ideal para a troca será uma vez ao ano. Mesmo não utilizando as escovas frequentemente, ligue-o o sistema de vez em quando (afastando as escovas do vidro é claro) para que o motor do mesmo não fique muito tempo sem funcionar.

Fusíveis: dificilmente um fusível irá se queimar, mas é bom estar prevenido neste sentido. Verifique na caixa de fusíveis quais são os mais utilizados. Assim você poderá comprar alguns (de diferentes amperagens) para utilizá-los numa emergência. Imagine-se viajando a noite em uma estrada completamente escura e, de repente, o farol se apaga em virtude de um simples fusível queimado. Ou esperam pelo dia clarear ou, persistindo em viajar em condições adversas, terão uma grande probabilidade de causar um acidente!

Equipamentos obrigatórios: Só  lembrado numa emergência o macaco é sempre de andar no carro. Mesmo nunca tendo precisado dele, não custa nada verificar se o equipamento está a funcionar perfeitamente. Aproveitem também, para verificar as condições em que o triângulo se encontra.

As Mods.....

Vou referir algumas modificações disponíveis para melhorar o desempenho no Subaru, as mais usuais:

Implementar um boost controller para aumentar a carga turbo, se possível mantendo-a estável e não excedendo na minha opinião os 1.3bar  máximo. O Fcd também se torna necessário caso haja corte de combustível.  

A substituição do escape por Nur, Blitz, Hayward e Scott, HKS Drager Super ou Afterburner da Scoobyworld. Estas modificações no sistema de escape costumam resultar até com uma simples substituição da backbox, ou mais drasticamente com a substituição de toda a tubagem o que acarreta a perda dos catalizadores, isto traz decerto um aumento bem notório no desempenho do Subaru.                       

Filtros de ar menos restritos ou mesmo admissões directas que ajudam no fluxo de ar para o motor. Esta modificação simples aumenta o desempenho nos Subaru Impreza. Convém porém avisar os proprietários de veículos da linha classica Subaru Impreza e em especial do modelo  1999, que substituir o filtro de ar pode afectar o sensor de MAF, conduzindo a problemas do motor. Aconselho sempre um reset á ecu após mods nesta área.  

Substituir o intercooler superior por um de maior carga volumétrica ou ainda frontal - isso permite aumentos no desempenho afectando positivamente outras áreas, pois assegura que as temperaturas não subam. O upgrade de intercooler reduz o elemento calor e assim aumenta a fiabilidade e desempenho, sugiro sempre um reset apos estas mods.  Um radiador de óleo é sempre bem vindo em especial nos blocos Subaru que chegam a atingir temperaturas bastante elevadas, tal como o óleo que circula dentro dele.

Substituir a bomba de combustível para uma de maior debito, reforça a fiabilidade evitando a detonação elemento bastante prejudicial.Junte-e um visualizador de mistura para andarmos descansados.               

Uma vez alcançado este nivel, mais desempenho sem abrir o motor só se consegue mudando o turbo para uma versão maior. Nos modelos clássicos os turbos ihi (tirar e por) mais usados são, vf 24, vf28 e vf29. Há quem coloque o maior vf22, mas que perde vivacidade derivado ao seu tamanho e tempo de enchimento (lag ganho).                         

O remap caso necessário deve traçar curvas mais agressivas dos parâmetros da ecu.                                                 

O desempenho pode ainda ser aumentado reforçando elementos da suspensão, molas, amortecedores travões e pneus, a condução nesse caso melhorará bastante. Material apropriado aconselho eibach, tarox, Kayaba e brembo, todos bons produtos a colo

Fa  18/12/2006